quarta-feira, 27 de outubro de 2010

VIDA ÍNTIMA



Casa arrumada,
Pra quem?
Confortável,
Pra quem?
Pra mim não é...
Não gosto da minha casa arrumada assim.
Sufoca-me, confunde-me.
Entristece-me...
Mas há quem goste, é cômodo.
Que fazer? Desarrumar?
Mas... Desarrumar e arrumar novamente
Dá tanto trabalho... E é desgastante...
Vou ficar quieta, deixar como está.
............................................................
E assim o tempo passa
Os dias... As semanas...
Os meses... Os anos...
Trinta anos se passaram.
É muito tempo.
..................................................................
Não dá mais,
Não quero minha casa arrumada assim.
É hora de mudar.
....................................................................
E aí começa uma grande revolução interior
Que expõe os conflitos,
A inquietação...
A indignação...
As angústias...
Quanto sofrimento...
E as lágrimas contidas, começam a rolar
No início, tímidas, depois livres,
Cachoeira cristalina que lava a alma.
Por fim... A decisão,
O alívio...
....................................................................
Desarrumo toda a casa,
Mudo tudo de lugar.
Jogo fora o que não serve...
Nunca serviu.
E arrumo tudo de novo...
Do meu jeito,
Para o meu conforto,
Para a minha paz.


Zezinha Sousa

5 comentários:

MEUS PENSAMENTOS disse...

HOJE NOSSOS POEMAS SE CONFRONTARAM RS OU SE ENCONTRARAM,ÉS UMA POETA !!!BJS!

Marisa Mattos disse...

Amiga ...impressionante como escreves o que sinto...

Beatriz Prestes disse...

Você merece aplausos muitos minha amiga!!!
teu escrever é magistral!
Beijo carinhoso querida Zezinha!!
Bea

Sandra disse...

Recebi o convite da minha querida Madrinha Marcia. Lindo blog.
Parabéns.
voltarei assim que for possivel.
Sandra

chris disse...

Olá amadinha passando para agradeçer a sua visitinha e ja estou aqui no seu blog, conheçendo vc e por aqui e tudo muito lindo parabéns, e estarei sempre por aqui bjus

Um certo tipo de amor

Num domingo à tarde, depois de ver um filme de romance do qual não sei o título porque comecei a ver quase no final, atrevo-me a escre...