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Prisma

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Nasci sem cor,um prisma transparente.base insegura,altura indefinida,vértices desencontradas,arestas afiadas,faces rosadas.A vida Conspirava a meu favor.Enfim,um pouco de luzpermeou os sonhos meus,explodiram as cores,ora quentes, ora frias.Nasci sem corHoje, polícroma sou.
Zezinha Lins

Gisele

Gisele morena
Menina mulher
Tão jovem
Tão forte
Tão gente
Um tantinho assim de quietude
Um tantão assim de amor
Gisele morena
Em ti explode
Dores e coragem para encará-las
Alegrias e disposição para desfrutá-las
Gisele menina
Semente que brotou
Gisele mulher
Aroma de flor. .Zezinha Lins.
Homenagem à minha nora e amiga Gisele Lopes

Coisa boa

Sabe...Aquela coisa boaQue a gente sente lá dentroNa alma, no coração, no estômagoSei lá...Aquela coisa que aflora na face,Que chega e se instala em nosso serSem um motivo aparente Ou com um motivo evidente.Que faz cócegas na pele,Um sorriso no rostoE traz do céu estrelasQue se alojam em nosso olhar.Deixo as portas abertasVez ou outra essa coisa chegaDepois vaiMas volta.

Zezinha Lins

Carícias do tempo

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E assim vai passando o tempoComo o ventoQue acaricia a pele E assanha os cabelosDa gente que brincaQue cresceQue choraQue lutaQue vence.
Espaços em branco.Onde desenhamos históriasColorindo Com nossas percepções.Na linha tênueA cronologia deixa marcasInvisíveis ou nãoTempo que se arrastaTempo que passa
  Vida que flui.

Zezinha Lins

Entrega

A morte é quando a vida
Oferta a si mesma a Deus.
E a poesia tão meiga e sensível
Vendo aquela entrega tão doce,
Chora Zezinha Lins

Tô Filmando

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O céu levemente nublado com suas espessas nuvens brancas e cinzas que mais pareciam uma mistura bicolor de algodão australiano, observava o grupo de amigos aprendizes de futebol. Não dava pra perceber claramente se eles se divertiam com a bola ou se a bola se divertia com eles.Naquele campinho simples num terreno baldio, entre chutes, cansaço e muito suor, cada um deles disfarçadamente sentia-se importante, um iniciante Neymar ou um Messi quem sabe, na difícil missão de conseguir driblar os adversários e enfiar a teimosa bola no gol. Tarefa que parecia impossível, mas a diversão estava garantida e vez ou outra acontecia o inesperado e desejado fruto daquela batalha com a redonda, saía um gol festivamente valorizado pelo autor do grande feito.O céu, com seu semblante tranquilo, a tudo observava e sorriu quando ouviu um dos expectadores exclamar: _ É pra filmar, o sargento mandou! É pra filmar a bola ou o sargento? Tô filmando tudo!Quem ganhou? Quem perdeu? Não importa... O encontro era…

O Som do Sonho

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Cada nota que sai do piano, Um verso... E a melodia repleta de poesia Entra pelos poros, Invade os sentidos, Agora, fechas os olhos e sonhas... Eleva o espírito. Depois oferta-nos teus sonhos Em forma de música com poesia.
Zezinha Lins