segunda-feira, 28 de junho de 2010

LÁGRIMAS DO CÉU


Pernambuco e Alagoas



Quanta dor...

O céu chora sem parar

O chão seco e empoeirado

Agora parece mar.

A simplicidade, a humildade

O desalento, a perda

Emergem das águas sujas

E Já não permitem sonhar

Pessoas tristes

Rostos desnorteados

Corações dilacerados

Arrancam de dentro de si

Um fio de esperança

Em que possam se agarrar

Esperança que brota da fé

De uma gente sofrida, sim

Mas que nem a seca nem a chuva

Jamais conseguirá destruir.



Zezinha Sousa



12 comentários:

Poesia do Bem disse...

Me entristeço muito em ver tudo isto na tv, um povo irmão pra mim, minhas raízs, sou potiguar, mas o nordeste é um povo só não é mesmo? Oro a Deus pra dar graça e consolo, força e garra pra essa gente já sofrida antes com a seca agora com tanta água.Que tenha misericóridia desse povo, bjsssssss, lindo e triste poema!

MEUS POEMAS disse...

Que lindo o que vc escreveu, pena ser tão triste e real, não é mesmo?
Vc me emocionou com seus versos lá no meu blog amiga, qta honra receber versos seus Zézinha, obrigada do fundo do coração, amei!
Que bom que gostou do meu post, mas fiquei com medo de ter esquecido alguém, será... se souber de alguém me fala que eu acrescento, tá?
Bjão querida amiga e uma ótima semana pra vc e família!
Gena Maria

Ivana Marisa Altafin disse...

É um momento muito triste, não posso dizer o que sempre digo quando chego aqui; que estou muito feliz!!!Minha solidariedade para esse povo tão sofrido, mas com fé inabalável.

Um abraço!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga.

Dias difíceis para quem já enfrenta uma dura rotina de dificuldades.
Apesar da fé que nos acompanha,
não consigo entender o motivo de tanto sofrimento,
de tanta dor,
de tanta perda...

Preciosa lembrança deste povo em tuas palavras.

Dias de paz para ti.

Zé Carlos disse...

M.J. querida, conforme disse a vc eu vi ontem uma reportagem na TV e quase perdi o sono e não sou de me impressionar por pouco. A impressão foi horrorosa, coisa de uma guerra atômica jamais visto.

Eu não imaginei que este povo já tão sofrido pela seca pudesse passar por um sofrimento maior ainda pela chuva.

Se vc me permitir vou repassar este seu triste poema para meus leitores.

Obrigado e Deus ajude seu povo.

Beijão do Zé Carlos

Poesia do Bem disse...

Oi Zezinha como vai? se vc desejar postar as fotos da revista no seu blog, pode ficar a vontade viu? e obrigada pelos eklogios a ela,a mo demais. Ficou linda, pena que não colocam todas fotos, ela fez uma varrendo a casinha da branca de neve uma graça, mas a outra menininha ficou chorando pra por a roupa tbm ,dai dividiram entre elas duas em a Branca de Neve srsrsrsr, bjssssss

Renata de Aragão Lopes disse...

É o que resta: ESPERANÇA!

Um abraço,
doce de lira

Valrita disse...

Zezinha Souza... É triste o que está acontecendo na sua terra! Teu povo está em nossas orações... Que Deus tenha misericórdia dessa pobre gente, cujos sonhos construídos há tantos anos, agora estão perdidos no tempo... Mas tenho certeza que essa brava gente vai sair dessa! Surgiram novos sonhos, o Sol voltará a brilhar e a terra irá secar... Quando se tem FÉ ainda resta ESPERANÇA!!!
Um abraço amigo a você e pra essa gente sofrida!
Com dor no coração, Valrita

ARFERLANDIA disse...

O sonho é a semente, a esperança o florir
mas para dar frutos é preciso agir.
o Ser e o Saber são os muros da resistencia
e a palavra é o adubo que faz crescer o Homem,
que só assim pode sentir o perfume e o significado
dos Cravos de Abril que floriram em Maio.

Um beijinho amigo

ARFER

Eduardo Lara Resende disse...

Dolorido poema, como a realidade da enchente. Oportuno e verdadeiro.
Abraço.

romantic disse...

zezinha como entender estes acontecimentos,td isso seria nossa culpa,DEUS VOS CONSOLE E AJUDE BJS!

Sotnas disse...

Olá poetisa Zezinha, que tudo permaneça bem contigo!

Ouvi dizer que os bravos sempre convivem com os extremos!
E assim somos nós deste país, brava gente brasileira, gente de bravura e coragem de desbravadores, sempre com esta inabalável fé! Sempre vivendo os castigos da natureza, quando não é a falta da água, é o excesso dela, e sempre apesar das sequelas certamente seguirão em frente!

Belo texto poetisa, e as imagens enfatizam ainda mais o teu poema!
Talvez um dia encontremos o caminho da recompensa, e não mais o da destruição!
E grato por tuas visitas e comentários sempre tão gentis eu desejo a você e todos ao redor intensa e feliz existência, grande abraço e até mais!

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