quarta-feira, 2 de setembro de 2009

BOM PARA TRABALHAR NA SALA DE AULA




Certa noite, ao entrar no meu gabinete, vi, num mapa-mundi que tenho na parede, o nosso Brasil chorar:
_ O que houve, meu Brasil?- perguntei-lhe! E ele espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:
_ Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido. E brilhava no céu a todo instnte. Onde anda a liberdade, onde anda os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glória no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. E era gigante pela própria natureza que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flãmula.
E não suportando as chorosas queixas do Brasil, saí de casa e fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado.
Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Patria nos tráz?
Voltei ao gabinete, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.
Lá fora, nas ruas e praças, já estão sendo feitos os preparativos para os comícios.
Quem salvará o Brasil. Perguntei a mim mesmo como se tivesse a resposta... Eu? Tu? Ele? Nós? Vós? Eles? Ninguém isoladamente, certamente. Talvez quem sabe, numa nova conjugação?


Obs: não sei quem é o autor do texto, se alguém souber deixe uma mensagem, mas quem for está de parabéns.

Nenhum comentário:

Poema sem registro

Numa folha de papel em branco Fiz de ti, poesia Versos concebidos em silêncio  Total ausência de grafia Segredos que não ouso ...