terça-feira, 19 de janeiro de 2010

LIÇÃO DE VIDA

Sonata ao luar


Quem de nós não teve um momento de extrema dor?

Quem nunca sentiu em algum momento de sua vida vontade desistir?

Quem de nós não se sentiu só, extremamente só e teve a sensação de ter perdido o endereço da esperança?

Nem mesmo as pessoas famosas, ricas, importantes, estão isentas de terem seus momentos de solidão e de profunda amargura…

Foi o que ocorreu com um dos mais reconhecidos compositores de todos os tempos, chamado Ludwig Van Beethoven, que nasceu no ano de 1770, em Bonn, na Alemanha e faleceu em 1827, em Viena, na Áustria.

Beethoven vivia um desses dias tristes, sem brilho e sem luz. Estava muito abatido pelo falecimento de um príncipe da Alemanha, que era como um pai para ele…

O jovem compositor sofria de carência afetiva, o pai era um alcoólatra e o agredia fisicamente, faleceu na rua, por causa do alcoolismo. Sua mãe morreu muito jovem, seu irmão biológico nunca o ajudou em nada e some-se isto, o fato de sua doença agravar-se. Sintomas de surdez começavam a perturbá-lo, ao ponto de deixá-lo nervoso e irritado.

Beethoven somente podia escutar usando uma espécie de trombone acústico no ouvido. Ele carregava consigo uma tábua ou um caderno, para que as pessoas escrevessem suas idéias e pudessem se comunicar, mas elas não tinham paciência para isto, nem para ler seus lábios…

Notando que ninguém o entendia, nem o queriam ajudar, Beethoven se retraiu e se isolou. Foi por todas essas razões, que o compositor caiu em profunda depressão. Chegou a redigir um testamento, dizendo que iria se suicidar…

Mas, como nenhuma criatura de Deus está esquecida, veio a ajuda espiritual por meio de uma moça cega que morava na mesma pensão pobre, para onde Beethoven havia se mudado e lhe fala quase gritando:

“EU DARIA TUDO PARA ENXERGAR UMA NOITE DE LUAR”.

Ao ouvi-la, Beethoven se emociona até as lágrimas. Afinal ele podia ver! Ele podia escrever sua arte nas pautas…

A vontade de viver volta-lhe renovada e ele compõem uma das músicas mais belas da humanidade: “SONATA AO LUAR”. No seu tema, a melodia imita os passos vagarosos de algumas pessoas, possivelmente os dele e os dos outros, que levavam o caixão mortuário do príncipe, seu protetor…

Olhando para o céu prateado de luar e lembrando da moça cega, perguntou o porquê da morte de seus amigo, ele se deixa mergulhar num momento de profunda meditação.

Alguns estudiosos de música dizem que as três notas que se repetem, insistentemente no tema principal do 1º movimento da sonata, são as letras da palavras “why”(porque) ou outra palavra sinônima em alemão.

Ano após ter superado o sofrimento, compôs o incomparável hino à alegria, da 9º sinfonia, que coroa a missão desse notável compositor, já totalmente surdo.

O hino à alegria, expressa sua gratidão à vida e a Deus, por não haver se suicidado…

Tudo graças àquela moça cega, que inspirou o desejo de traduzir, em notas musicais, uma noite de luar…

Usando sua sensibilidade, Beethoven retratou, através da melodia, a beleza de uma noite banhada pela claridade da lua, para alguém que não podia ver com os olhos físicos.

Um comentário:

Zé Carlos disse...

Zezinha querida, quem de nós não passou por uma extrema dor?

Ludwig Van Beethoven retratou muito bem, aliás dizem os entendidos que estes artistas "monstros" só o foram pelo sofrimento extremo!!!!!

Lindo embora muito triste este post.

Beijão do seu fã nº zero, ZC

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