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Mostrando postagens de Maio, 2017

Novo jeito de viver... Como antigamente

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É uma rua sem saída, um muro com cerca elétrica delimita o espaço e oferece uma sensação de segurança que tem dado certo, daqui ninguém passa, nada de carros nem barulho de motos, apenas o silêncio quebrado pelas conversas dos vizinhos nas calçadas no fim da tarde, pelas brincadeiras das crianças na rua e   pelo canto dos pássaros que voam livres e fazem morada nas imensas árvores que ficam num terreno baldio por trás do muro. As casas todas parecidas umas com as outras com muros e portões altos favorecem a privacidade de cada morador. Um grupo formado numa rede social facilita a vida de todos: se alguém precisar de algo é só expor no grupo e sempre há um vizinho que atende a necessidade do outro. Periodicamente os vizinhos reúnem-se na rua no sábado à noite para jantar juntos e jogar conversa fora, logo surge uma mesa, cadeiras, cada um faz uma comida, um suco, um bolo ou um café. Se de repente chove, o terraço de um acolhe todos.  Melhor programa não há. As crianças jantam primeiro …

Inexplicável amor

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Como explicar o inexplicável?
É assim que reflito sempre que chega o mês de maio repleto de flores rosas, coraçõezinhos vermelhos e mensagens lindas. Leio as declarações de amor filial nas redes sociais, TV e tudo o mais, algumas até emocionam para valer, choro mesmo. Mas aqueles textos que tentam dissertar sobre: “Ser mãe” ou “Amor de Mãe” e por aí vai, são esforços válidos, porém não conseguem jamais conceituar com palavras temas que estão fora da nossa compreensão humana. Apesar de mãe ser uma condição humana acredito que nem elas conseguem de forma plena encontrar em nosso vocabulário palavras que expliquem exatamente este mistério que ela vivencia desde o primeiro segundo em que descobre que o milagre da vida está sendo realizado na sua barriga. Ela ainda não sabe, mas nunca mais será a mesma. Meu limite de explicação vai até quando penso e falo que o amor de uma mãe pelos seus filhos é o que mais se aproxima do amor de Deus por nós. 
Zezinha Lins

Inexplicável

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Chuva fina vespertina Uma xícara de café amargo Receio que algo aconteça Um algo específico Medo camuflado De um não sei quê de melancolia. Tudo pode acontecer Num universo alheio Mas esse amor inexplicável Que não aceita a lógica Que só quer o bem do outro Do filho E do filho do filho É amor que eleva a alma Enquanto sofre o corpo inteiro Maternidade que encanta E a si mesma suplanta.
Zezinha Lins