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Mostrando postagens de Abril, 2016

SOLIDÃO

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Há solidão barulhenta Ninguém fala a mesma língua. Há solidão silenciosa Sem olho no olho, sem abraço, sem beijo. Há solidão escura Como o fundo do poço sem água. Há solidão orvalhada Como flores regadas por lágrimas.
Mas a minha solidão Tem música suave no ar, Sabor de suco de uva, E um jardim para cuidar. Tem monólogos interessantes, Risos de criança travessa Que dança, dança sem parar.
Na solidão olho-me no espelho e vejo Um só Mergulho no meu eu e percebo Um Sol
Sim, há um Sol na minha solidão!
Zezinha Lins

O BEIJO

Manifestação espontânea, Assume diferentes formas. Perfeita celebração do encontro.
O beijo molhado no encontro de dois rios; O beijo estalado da chuva no telhado; O beijo desejado em cada despedida entre o Sol e a Lua, no fim do dia; Beijo doce nas mãos, na testa, na face; Beijo salgado do mar com a areia.
Beijo primeiro; Beijo roubado; Beijo ofertado;
Beijo traidor que oferece a cruz; Beijo redentor que oferece o céu. Lábios que se perdem e ávidos se encontram.
Beijo que dura o tempo de uma vida Beijo matinal com sabor de café Beijo tranquilo depois do almoço Beijo de fogo depois do jantar.

Zezinha Lins




NA PONTA DO LÁPIS

Minha história dança com meus versos Conversam em prosa e fazem descobertas Das coisas que de mim eu escondia A história na ponta do lápis Ecoa como nota que sai de um violão Conto como quem canta uma canção. História contada
Saciada sede de libertação.
Zezinha Lins

RENOVAÇÃO

Mesmo sentindo cansaço Não permitas a fuga Do brilho dos olhos teus Colhes duas estrelas no céu E deposites em teu ser E quando te enxergares no espelho Verás refletida em teus olhos, a luz A luz que veio do céu Passará o tempo do cansaço E novamente terás Um espírito vivaz.

Zezinha Lins